segunda-feira, 11 de julho de 2011

Piedade?

Sob a batuta de Mário Crespo observei um diálogo entre duas pessoas com perspectivas antagónicas sobre as agências de rating e a economia de mercado em geral.

João Duque versus Octávio Teixeira.

Quem aterrasse em Portugal vindo do mundo germânico, já para não falar no anglo-saxónico, tomaria o diálogo como uma vitória de Octávio. As pessoas de cá sabem que não houve debate porque Duque não leva a sério as opiniões de Octávio.


Octávio é uma pessoa séria e trabalhadora. Tem um problema de sanidade cultural: interpreta o mundo baseado num sonho que teve.

Octávio afirma repetidamente duas coisas contraditórias: que os especuladores que nos emprestam dinheiro ganham muito porque cobram juros altos e no fim acabarão por receber o que emprestam. Depois afirma que Portugal nunca pagará a dívida dados os valores altos dos juros.

Diz que a Moody's quer fingir que Portugal não paga para subir os juros e assim ganhar muito e depois, duma penada diz que não pagaremos e os bancos perderão muito.

Não se percebe nada e ninguém empresta para no fim não receber.

Duque também é uma pessoa trabalhadora e parece sério. Tem um problema de sanidade cultural: entra num debate fingido em que assume uma posição complacente na aparência, um jogo de cortinas e de sombras em que substitui a troca de ideias por teatro.

Portugal é assim. Pessoas com um problema com a verdade ocupam o prime time.

2 comentários:

  1. Sobretudo os imbecis que nem sabem como "o Octávio" se chama, mas nem por isso deixam de escrever sobre ele, ou o que diz. Octávio RIBEIRO??? :-)))

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