domingo, 8 de maio de 2011

Terra queimada II

O PSD e o PS são máquinas partidárias muito doentes, agências de emprego para seguidistas, escolas de artimanha para jovens, seitas da dependência do estado como modo natural de vida.

Para além disso o PS é uma máquina de branqueamento sem nome perante a mentira mais suja, de unanimismo interesseiro e em algumas áreas de proto-mafia.

O PSD e o PS são assim muito diferentes.

Um é um exemplo inorgânico e triste de falta de generosidade, de falta de idealismo, de falta de qualidade intelectual e da falta de coragem.

O outro é tudo isso debaixo da autoridade de um capo. Não de um Capo di tutti Capi pois para isso já não temos soberania.

Basta ouvir as sucessivas Quadraturas do Circulo, as passadas e as que circulam com outro nome, e contar quantos Pachecos Pereiras, Marques Mendes, Santanas Lopes, Marcelos Rebelos de Sousa, Rui Rios, Paulos Rangel, existem do lado do PS mesmo após um governo de destruição do presente e do futuro do país à dimensão de Sócrates.

Lembram-se nos tempos muito mais benignos da incompetência primo-ministrial de Santana, com que dureza reagiu Cavaco? Agora comparem isso com os suaves sinais de Soares e Sampaio 80 mil milhões de euros depois.

Sócrates, caro Pacheco Pereira, é de longe o mais perigoso incompetente e delirante político que nos governou desde o fim da I república, exequo com Vasco Gonçalves. Dir-se-á que Vasco era um totalitarista e este é social-democrata. É verdade mas não é disso que estamos a falar. Sociais democratas não faltam nos diversos partidos concorrentes. Até na CDU e no BE encontramos social-democratas. Dir-se-á que Sócrates excede em desonestidade o que Gonçalves transpirava de extremismo. É verdade e é disso que estamos a falar uma vez que o Leninismo na europa está moribundo até dentro do PC, não indo a votos dia 5.

Em pré-campanha dividir-se nos ataques ao PSD e a Sócrates é subestimar o perigo que Sócrates representa para os nossos filhos.

Sem comentários:

Enviar um comentário